Pudesse eu ter a coragem, para exprimir tudo o que penso, para mostrar tudo que sinto...
Sem censuras, sem medos, nem fragilidades... apenas transparência...
... a mais simples e inocente transparência...
Pudesse perder a memória...
... como as que este café de viena me traz...
... como as tuas palavras que soam na minha memória como uma musica, que me acompanha...
pudesse eu dizer-te tanto quanto não te disse... a ti, a ti, a ti, a todos!
Tanto que não disse porque não era conveniente, porque tive medos, porque pensei em vez de sentir, ou senti em vez de pensar...
Não disse por tantos motivos e por nenhuns, mas devia ter dito! Ou talvez tenha feito bem em não dizer..!
Mas sobretudo não disse porque percebi o que quer que fosse que se tenha passado... ora então não é verdade que há tantos anos atrás aprendi a perceber tudo... mesmo que não compreenda... mesmo que não concorde... perceber e respeitar!
E ainda assim, pudesse eu estravazar a doçura, a alegria, o sonho, a paixão que me comanda...
Pudesse eu deixar de ser àgua e fogo, açucar e sal, azeite e vinagre, 8 e 80...
e ser um meio termo qualquer...
ser tudo e nada!
Hoje tudo e nada!
Amanhã outra coisa qualquer..!
Sonho em queda livre...
Há 13 anos