domingo, 25 de abril de 2010

Tudo e Nada!

Pudesse eu ter a coragem, para exprimir tudo o que penso, para mostrar tudo que sinto...

Sem censuras, sem medos, nem fragilidades... apenas transparência...

... a mais simples e inocente transparência...

Pudesse perder a memória...

... como as que este café de viena me traz...

... como as tuas palavras que soam na minha memória como uma musica, que me acompanha...

pudesse eu dizer-te tanto quanto não te disse... a ti, a ti, a ti, a todos!

Tanto que não disse porque não era conveniente, porque tive medos, porque pensei em vez de sentir, ou senti em vez de pensar...

Não disse por tantos motivos e por nenhuns, mas devia ter dito! Ou talvez tenha feito bem em não dizer..!

Mas sobretudo não disse porque percebi o que quer que fosse que se tenha passado... ora então não é verdade que há tantos anos atrás aprendi a perceber tudo... mesmo que não compreenda... mesmo que não concorde... perceber e respeitar!

E ainda assim, pudesse eu estravazar a doçura, a alegria, o sonho, a paixão que me comanda...

Pudesse eu deixar de ser àgua e fogo, açucar e sal, azeite e vinagre, 8 e 80...

e ser um meio termo qualquer...

ser tudo e nada!

Hoje tudo e nada!

Amanhã outra coisa qualquer..!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vaguear...

Todos temos por vezes a necessidade de deixar o espirito vaguear por ai...
Ficar horas deitado no divã a observar as nuvens, o rio ao longe que corre e pensar... pensar e gerir, sentimentos emoções memórias, gosto e desgostos...

Tem sido assim no divã...

Os risos e gargalhadas que outrora fluiam a cada instante, estão digamos... de férias ainda..!

Não se perdeu a alegria, ela está em cada particula de nós, mas houve a necessidade de gerir aqueles sentimentos menos bons, menos contrutivos até, que em algum momentos todos já sentimos, mas são mais complicados de admitir, de falar!

Mas os livros, os filmes, a musica e a boa companhia nunca faltam!

O espirito vagueia... porque pode! Afinal o espirito não tem limites!

Ainda assim fica a recomedação de um livro da Muriel Spark: Momento Mori.

O titulo é uma expressão de Latin: "Remember you must die", "Lembra-te que tens de morrer"!

Este livro fala da morte, do envelhecimento, de uma maneira muito própria não fosse ele um thriller policial.

Mas deixa-nos a pensar que um dia temos todos de nos lembrar que temos que morrer!

Então aproveitemos bem cada dia que vivemos!

Seize the day ou carpe Diem como preferirem!