domingo, 25 de abril de 2010

Tudo e Nada!

Pudesse eu ter a coragem, para exprimir tudo o que penso, para mostrar tudo que sinto...

Sem censuras, sem medos, nem fragilidades... apenas transparência...

... a mais simples e inocente transparência...

Pudesse perder a memória...

... como as que este café de viena me traz...

... como as tuas palavras que soam na minha memória como uma musica, que me acompanha...

pudesse eu dizer-te tanto quanto não te disse... a ti, a ti, a ti, a todos!

Tanto que não disse porque não era conveniente, porque tive medos, porque pensei em vez de sentir, ou senti em vez de pensar...

Não disse por tantos motivos e por nenhuns, mas devia ter dito! Ou talvez tenha feito bem em não dizer..!

Mas sobretudo não disse porque percebi o que quer que fosse que se tenha passado... ora então não é verdade que há tantos anos atrás aprendi a perceber tudo... mesmo que não compreenda... mesmo que não concorde... perceber e respeitar!

E ainda assim, pudesse eu estravazar a doçura, a alegria, o sonho, a paixão que me comanda...

Pudesse eu deixar de ser àgua e fogo, açucar e sal, azeite e vinagre, 8 e 80...

e ser um meio termo qualquer...

ser tudo e nada!

Hoje tudo e nada!

Amanhã outra coisa qualquer..!

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